A agenda econômica da semana concentra três eventos de alta relevância para a política monetária: a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Brasil, a publicação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e o índice de inflação ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos. Os dados testam o cenário traçado pelo mercado para a trajetória de juros doméstica e internacional.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Selic Meta Anual Pct | 14.0 |
| Ipca Variacao Mensal Pct | 0.16 |
| Ipca Acumulado 12M Pct | 1.94 |
| Cdi Mensal Pct | 0.21 |
| Focus Selic Mediana 2026 | 13.75 |
| Focus Ipca Mediana 2026 | 5.03 |
| Focus Cambio Mediana 2026 | 5.2 |
| Focus Pib Mediana 2026 | 1.99 |
| Focus Igpm Mediana 2026 | 4.54 |
Contexto macroeconômico da semana
A semana será aberta com a Bolsa B3 fechada em razão do fim de semana; o mercado reage a partir das 10h de segunda-feira. O calendário econômico concentra três indicadores que, em conjunto, balizam as expectativas para a política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.
No Brasil, o IPCA de referência mais recente mostra variação mensal de 0,16% e acumulado em 12 meses de 1,94%. A Selic meta anual está fixada em 14,0% a.a., enquanto o CDI mensal registra 0,21%. Esses números compõem a base para a próxima decisão do Copom.
Copom e a sinalização de próximos passos da Selic
O Boletim Focus mais recente, com mediana das projeções do mercado para 2026, indica expectativa de Selic em 13,75% a.a. — abaixo dos 14% atuais —, IPCA de 5,03% a.a., câmbio de R$ 5,20/US$, PIB de 1,99% e IGP-M de 4,54% a.a..
A ata do Copom deve sinalizar o ritmo esperado para os próximos movimentos da taxa básica de juros. O mercado acompanha de perto a comunicação do comitê para calibrar as apostas sobre eventual afrouxamento monetário, condicionado à trajetória da inflação.
CPI dos EUA e o impacto sobre o diferencial de juros
Do lado externo, o CPI dos EUA é o dado central da semana para o Federal Reserve. O indicador orienta as apostas sobre o ritmo de cortes ou manutenção dos juros americanos, influenciando diretamente o prêmio de risco de ativos emergentes como os brasileiros.
A combinação dos três eventos — IPCA, ata do Copom e CPI — define o diferencial de juros entre Brasil e exterior, com impacto direto sobre o câmbio, a curva de juros doméstica e a precificação da renda variável na B3.
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