Dólar volta a R$ 5,016 e Ibovespa cede 0,74% em sessão de ajuste com Treasury no maior nível em 24 a

Dólar volta a R$ 5,016 e Ibovespa cede 0,74% em sessão de ajuste com Treasury no maior nível em 24 anos

O rali pós-primeiro turno encontrou o seu primeiro teto concreto nesta quarta-feira (7), e o teto não veio de Brasília: veio da curva de juros americana. O dólar à vista fechou em alta de 0,83%, a R$ 5,016, interrompendo dois pregões consecutivos de queda, enquanto o Ibovespa recuou 0,74%, aos 204.302,33 pontos, com volume financeiro preliminar de R$ 57,2 bilhões.

Assessor de Trump defende saída de Powell do conselho do Fed e desloca a disputa para a arquitetura

Assessor de Trump defende saída de Powell do conselho do Fed e desloca a disputa para a arquitetura do banco central

A pressão da Casa Branca sobre o Federal Reserve ganhou um novo capítulo, e o alvo deixou de ser apenas a trajetória dos juros para alcançar a própria composição do conselho de governadores. Um assessor do presidente Donald Trump afirmou publicamente que Jerome Powell deveria deixar o conselho do banco central americano, segundo apuração do Valor Econômico. A frase, curta e aparentemente protocolar, desloca o debate do mérito técnico da política monetária para o terreno da arquitetura institucional: não se discute mais se os juros devem cair, mas quem tem o direito de decidir isso.

Justiça dos EUA não reabrirá apuração criminal envolvendo Powell e a reforma do Fed

Justiça dos EUA não reabrirá apuração criminal envolvendo Powell e a reforma do Fed

Segundo apuração do InfoMoney, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos não dará sequência à investigação criminal envolvendo Jerome Powell e o processo de reforma do Federal Reserve. O desfecho retira do tabuleiro um dos fatores de risco político que vinham rondando a autoridade monetária mais influente do mundo e recoloca uma pergunta incômoda: qual é, afinal, o custo institucional que a política está disposta a pagar para tentar influenciar a trajetória dos juros.

Bitcoin se aproxima da máxima desde janeiro após payroll fraco nos EUA e absorção de parede de venda

Bitcoin se aproxima da máxima desde janeiro após payroll fraco nos EUA e absorção de parede de venda em US$ 85 mil

O Bitcoin voltou a flertar com o topo do ano. A criptomoeda se aproxima do maior nível de preço desde janeiro de 2026 depois que o mercado absorveu uma parede de venda concentrada em US$ 85 mil, movimento que coincidiu com a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos abaixo do esperado. O arranjo é conhecido de quem opera risco: quando o mercado de trabalho americano esfria, o custo de oportunidade de carregar ativos voláteis cai, e o capital tende a migrar para onde o prêmio de risco paga mais. A diferença, desta vez, é que o gatilho macro veio acompanhado de um evento técnico mensurável, o esvaziamento de uma barreira de oferta que vinha funcionando como teto informal do preço.

Vice-presidente do Fed afirma haver mais espaço para focar combate à inflação; entenda possíveis efe

Vice-presidente do Fed afirma haver mais espaço para focar combate à inflação; entenda possíveis efeitos

O vice-presidente do Federal Reserve afirmou que o banco central dos Estados Unidos tem mais espaço para focar o combate à inflação, em declaração divulgada pelo UOL Economia. A frase não anuncia uma decisão, mas sinaliza que a prioridade segue sendo ancorar os preços, e não socorrer o crescimento, leitura que o mercado tende a associar à manutenção de juros restritivos por mais tempo.

Ibovespa sobe cerca de 1% em dia de inflação americana mais fraca e expectativa eleitoral em Brasíli

Ibovespa sobe cerca de 1% em dia de inflação americana mais fraca e expectativa eleitoral em Brasília

O Ibovespa subiu cerca de 1% no pregão, segundo apuração do Valor Econômico, em uma sessão marcada por dois ventos que sopraram na mesma direção: a inflação americana veio abaixo do que projetava o consenso e o clima das conversas sobre as eleições brasileiras ganhou contornos mais favoráveis ao risco. A coincidência de fatores externos e domésticos produziu um alívio raro em um ano de prêmio de risco persistente. A pergunta que a Faria Lima faz antes de comemorar, porém, é mais incômoda: trata-se de mudança de regime ou apenas de um respiro entre duas surpresas adversas?

Bitcoin e o "Uptober": sazonalidade histórica e catalisadores macro que o mercado monitora

Bitcoin e o “Uptober”: sazonalidade histórica e catalisadores macro que o mercado monitora

O apelido “Uptober” volta ao vocabulário do mercado cripto a cada virada de trimestre, embalado pela constatação de que outubro costuma concentrar desempenho historicamente favorável ao Bitcoin. A diferença, desta vez, é o pano de fundo macroeconômico: a narrativa sazonal só ganha tração se encontrar respaldo no apetite global por risco, na trajetória dos juros americanos e no fluxo de recursos para os fundos negociados em bolsa. Sem esses combustíveis, o “Uptober” corre o risco de permanecer apenas no apelido, e não no gráfico.

Tom Lee vê revisão do PCE como possível sinal de aperto excessivo do Fed e chama recuo de altista pa

Tom Lee vê revisão do PCE como possível sinal de aperto excessivo do Fed e chama recuo de altista para cripto

Tom Lee, cofundador da Fundstrat Global Advisors, afirmou que a revisão do índice PCE, o medidor de inflação preferido do Federal Reserve, pode indicar que o banco central americano elevou os juros cedo demais. O estrategista classificou um eventual recuo (walkback) da política monetária como cenário altista para o Bitcoin e para o mercado de criptomoedas, historicamente sensível à liquidez global.