Ata do Fed e dados de inflação dos EUA pautam a semana dos mercados globais

Ata do Fed e dados de inflação dos EUA pautam a semana dos mercados globais

A semana começa com os mercados globais em compasso de espera por dois eventos que costumam redefinir o humor dos investidores: a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve e a bateria de dados de inflação dos Estados Unidos. Segundo o Money Times, a agenda concentra justamente esses dois pontos como os destaques para quem investe. Não é uma semana qualquer de calendário: é o tipo de janela em que o mercado deixa de operar por fluxo e passa a operar por convicção, à espera de pistas sobre até onde o banco central americano está disposto a levar o ciclo de afrouxamento monetário.

Vice-presidente do Fed afirma haver mais espaço para focar combate à inflação; entenda possíveis efe

Vice-presidente do Fed afirma haver mais espaço para focar combate à inflação; entenda possíveis efeitos

O vice-presidente do Federal Reserve afirmou que o banco central dos Estados Unidos tem mais espaço para focar o combate à inflação, em declaração divulgada pelo UOL Economia. A frase não anuncia uma decisão, mas sinaliza que a prioridade segue sendo ancorar os preços, e não socorrer o crescimento, leitura que o mercado tende a associar à manutenção de juros restritivos por mais tempo.

IPCA-15 sobe 0,70% em setembro e acumula 4,47% em 12 meses após fim do bônus de Itaipu

IPCA-15 sobe 0,70% em setembro e acumula 4,47% em 12 meses após fim do bônus de Itaipu

A prévia da inflação oficial voltou a lembrar que alívio nas contas de luz tem prazo de validade. O IPCA-15 de setembro avançou 0,70%, maior taxa desde abril (0,89%), e empurrou o acumulado em 12 meses para 4,47%, segundo o IBGE. O movimento inverte a deflação de 0,40% registrada em agosto e devolve ao índice a pressão de preços que o bônus de Itaipu vinha ajudando a disfarçar.

Boletim Focus: mercado reduz projeção da Selic para 13,50% ao fim de 2026

Boletim Focus: mercado reduz projeção da Selic para 13,50% ao fim de 2026

O mercado financeiro reduziu de 13,75% para 13,50% a projeção para a taxa Selic ao fim de 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central. A revisão ocorre cinco dias depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter cortado a taxa básica em 0,25 ponto percentual, deixando-a em 13,75% ao ano. O movimento embute a expectativa de pelo menos mais um corte de juros ainda no ano corrente.