O mercado financeiro brasileiro inicia o pregão desta quinta-feira (13) em compasso de espera, com investidores voltados à divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos. O dado de inflação no atacado americano é acompanhado de perto por sinalizar a trajetória dos custos industriais e influenciar as próximas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed). No cenário local, a B3 ainda não abriu negociações — são 9h04 BRT — e as ações petrolíferas PETR4 e PRIO3 encerraram o dia anterior em leve queda.
Cenário macroeconômico: PPI americano no radar
O índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, divulgado nesta manhã, é o principal catalisador externo do dia. O indicador mede a variação média dos preços recebidos por produtores domésticos por sua produção e é considerado um antecedente da inflação ao consumidor (CPI). Uma leitura acima do esperado pode reforçar a narrativa de juros elevados por mais tempo nos EUA, enquanto um número mais fraco tende a alimentar expectativas de afrouxamento monetário pelo Fed.
No Brasil, a Selic meta está fixada em 14,00% ao ano, com o CDI mensal em 0,36%. O Boletim Focus mais recente projeta a Selic mediana em 13,75% ao ano para 2026, indicando expectativa de leve afrouxamento no horizonte. O IPCA acumulado em 12 meses está em 1,94%, dentro da meta, enquanto o IPCA mediano projetado pelo Focus para 2026 é de 5,02% ao ano.
PETR4 e PRIO3: desempenho das petrolíferas na véspera
As ações das principais petrolíferas listadas na B3 encerraram o pregão anterior em terreno negativo, em linha com o movimento de cautela que antecedeu a divulgação do PPI americano.
PETR4 (Petrobras PN) fechou a R$ 41,45, com variação de -0,5% e volume financeiro de R$ 63,89 milhões. O papel acumula as seguintes métricas de valuation:
PRIO3 (PetroRio ON) fechou a R$ 59,14, com variação de -0,19% e volume de R$ 5,52 milhões. Os indicadores da ação são:
Indicadores de valuation das petrolíferas
A tabela abaixo resume as principais métricas de mercado de PETR4 e PRIO3 com base no fechamento do pregão anterior.
- PETR4: P/L (TTM) de 4,04; P/VP de 1,20; Dividend Yield de 10,46%; Beta 5 anos de -0,22; Máxima em 52 semanas de R$ 50,69
- PRIO3: P/L (TTM) de 12,37; P/VP de 1,67; Dividend Yield não informado; Beta 5 anos de 0,07; Máxima em 52 semanas de R$ 72,98
Projeções do Boletim Focus para 2026
O Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, traz as seguintes medianas para os principais indicadores macroeconômicos brasileiros em 2026:
Selic: 13,75% ao ano | IPCA: 5,02% ao ano | Câmbio (dólar): R$ 5,20 | PIB: crescimento de 1,98%
As projeções indicam que o mercado espera juros ainda restritivos ao longo do ano, com inflação acima do centro da meta de 3%, mas dentro do intervalo de tolerância. O câmbio projetado em R$ 5,20 reforça a expectativa de dólar ainda elevado, o que beneficia exportadoras e empresas com receita atrelada à moeda americana, como as petroleiras.
Perspectivas para o pregão
Com a B3 ainda fechada para negociações, o direcionamento do Ibovespa dependerá da reação do mercado ao PPI americano e do comportamento do petróleo no mercado internacional. O petróleo do tipo Brent, referência global, opera como conector direto entre o cenário externo e as ações petrolíferas brasileiras.
Caso o PPI venha abaixo do esperado, o alívio inflacionário pode impulsionar commodities e ativos de risco emergentes, beneficiando PETR4 e PRIO3. Por outro lado, uma leitura acima do consenso pode reforçar o movimento de cautela observado no fechamento anterior.
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