A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que estabelece o encerramento da jornada de trabalho no modelo 6×1 e fixa a jornada máxima em 40 horas semanais, deu início à sua tramitação no Senado Federal nesta segunda-feira (24 de agosto de 2026). O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, despachou o texto para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), designando o senador Omar Aziz (PSD-AM) como relator da matéria.
Tramitação e diretrizes da proposta no Senado
A tramitação da PEC 221/2019 marca uma nova etapa na discussão sobre as regras do mercado de trabalho brasileiro. O texto aprovado na Câmara dos Deputados em 27 de maio de 2026 prevê a redução da carga horária máxima semanal para 40 horas, extinguindo formalmente a escala de seis dias de trabalho para um dia de descanso remunerado.
Com o despacho efetuado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a proposta agora entra na pauta da CCJ, órgão responsável pela análise de admissibilidade, constitucionalidade e mérito antes de eventual deliberação no plenário.
- Proposição: PEC 221/2019 (alteração da jornada de trabalho).
- Objetivo central: Extinção do regime de 6 dias trabalhados por 1 de descanso (escala 6×1).
- Teto semanal proposto: Limite de até 40 horas de trabalho semanais.
- Status legislativo: Despachada para a CCJ do Senado Federal.
- Relatoria designada: Senador Omar Aziz (PSD-AM).
- Aprovação prévia: Aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio de 2026.
Impactos econômicos e debate setorial
A matéria envolve diretamente setores intensivos em mão de obra, tais como comércio, hotelaria, alimentação fora do lar, logística e serviços gerais. O debate no Congresso Nacional tem se dividido entre os ganhos de qualidade de vida e descanso para os trabalhadores e as projeções de custos operacionais e encargos adicionais para empregadores.
Analistas e entidades empresariais acompanham a tramitação em virtude de potenciais reflexos sobre a produtividade, formação de preços de serviços e custos trabalhistas agregados, elementos que afetam as margens operacionais de companhias abertas e a dinâmica do emprego formal.
Próximas etapas regimentais e indefinições
Até o momento, o Senado Federal não definiu o cronograma formal para a apresentação do parecer pelo relator Omar Aziz nem a data da votação na comissão temática. Além disso, não foram protocoladas oficialmente projeções de impacto previdenciário e fiscal decorrentes da transição da jornada.
Caso a CCJ aprove o parecer de Omar Aziz sem emendas supressivas ou modificativas substanciais, a PEC seguirá para apreciação em dois turnos de votação no plenário do Senado, necessitando de ao menos três quintos dos votos dos parlamentares (49 senadores) para ser promulgada.
Agência Senado (Fonte Primária)
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