A intensificação de medidas de disputa econômica promovidas pelo governo de Donald Trump adicionou volatilidade ao mercado internacional de energia na manhã desta segunda-feira (24). Com o petróleo operando em território negativo no exterior, investidores locais acompanham os desdobramentos globais antes da abertura oficial dos negócios no mercado à vista da B3.
Impacto das medidas comerciais sobre o mercado de energia
As novas movimentações tarifárias e restrições econômicas capitaneadas pelos Estados Unidos reintroduziram cautela aos mercados globais. O movimento gera apreensão quanto ao ritmo de crescimento da atividade econômica internacional e seu impacto correspondente sobre a demanda global de energia.
Segundo apuração divulgada pela Forbes Brasil, as cotações internacionais do petróleo exibem trajetória descendente nesta manhã, refletindo a aversão ao risco gerada pela postura comercial norte-americana. O recuo nas cotações globais da commodity tende a influenciar diretamente as petroleiras listadas em bolsas internacionais e emergentes.
- Incertezas no comércio internacional pressionam a demanda esperada por combustíveis fósseis.
- Petróleo registra movimentação de baixa nas principais praças internacionais de commodities.
- Investidores acompanham o impacto das medidas sobre o câmbio e as taxas de juros globais.
Comportamento das petroleiras locais e abertura dos negócios
No cenário doméstico, as ações do setor de óleo e gás encerraram a última sessão com desempenhos divergentes antes da recente onda de aversão a risco. Os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) finalizaram cotados a R$ 42,95, registrando variação negativa de 0,05%, enquanto os papéis ordinários da PRIO (PRIO3) avançaram 1,31%, negociados a R$ 62,85.
O mercado de ações brasileiro permanece fechado na manhã desta segunda-feira, com a sessão regular iniciando às 10h. Os agentes financeiros monitoram se a desvalorização do barril de petróleo no exterior será repassada aos preços dos ativos locais no início do pregão.
- PETR4 (Petrobras PN): R$ 42,95 (-0,05%) no último fechamento, com volume de R$ 52,79 milhões.
- PRIO3 (PRIO ON): R$ 62,85 (+1,31%) no fechamento anterior, com volume de R$ 5,59 milhões.
- Mercado à vista da B3 inicia suas negociações regulares a partir das 10h (horário de Brasília).
Ambiente macroeconômico doméstico e projeções de mercado
O cenário macroeconômico brasileiro adiciona camadas de atenção à dinâmica dos ativos locais. A taxa básica de juros (Selic) permanece fixada em 14,00% ao ano, enquanto a inflação oficial medida pelo IPCA acumula variação de 0,84% na janela de 12 meses.
De acordo com as expectativas mais recentes compiladas pelo Relatório Focus do Banco Central, analistas projetam que a taxa Selic encerre 2026 em 13,75% ao ano, com a taxa de câmbio estimada em R$ 5,20 por dólar. A combinação de juros restritivos e volatilidade nas commodities internacionais segue como foco central para a composição de risco nas carteiras brasileiras.
- Taxa Selic Meta vigente: 14,00% ao ano (decisão do Copom).
- IPCA acumulado em 12 meses: 0,84%.
- Projeção mediana do Boletim Focus para Selic no encerramento de 2026: 13,75% ao ano.
- Câmbio projetado pelo Focus para 2026: R$ 5,20 por dólar.
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