O dólar comercial à vista encerrou a sessão cotado a R$ 5,177, registrando desvalorização de 0,86%, enquanto o Ibovespa avançou 0,90%, aos 167.830,27 pontos. O movimento nos mercados financeiros refletiu o anúncio do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de ampliação no programa de recompra de títulos soberanos de longo prazo, aliviando as taxas globais de juros e enfraquecendo a moeda norte-americana no exterior.
Dinâmica cambial e desempenho do índice DXY
A desvalorização da moeda americana ocorreu em sintonia com o cenário externo. O índice DXY registrou recuo de 0,87%, fixando-se em 98,793 pontos, influenciado pela perspectiva de maior liquidez nos mercados de dívida dos Estados Unidos. No mercado doméstico, o dólar operou abaixo do patamar de R$ 5,20, após ter atingido R$ 5,24 na máxima recente de 30 de março.
Apesar do alívio pontual na sessão, a divisa norte-americana ainda acumula valorização de 1,83% na semana e avanço de 2,09% no mês de agosto. No mês de julho anterior, a moeda havia registrado desvalorização de 1,79%. A mediana das projeções do Relatório Focus do Banco Central aponta o câmbio em R$ 5,20 por dólar ao término de 2026.
- Dólar à vista fechou em baixa de 0,86%, cotado a R$ 5,177 (após fechar a R$ 5,22 no dia anterior).
- Ibovespa subiu 0,90%, atingindo 167.830,27 pontos (máxima de 170.340,60 e mínima de 166.334,73 pontos).
- Índice DXY, que mede o dólar contra cesta de moedas fortes, recuou 0,87%, aos 98,793 pontos.
Ampliação do programa de recompras pelo Tesouro norte-americano
O catalisador da mudança no fluxo global de capitais foi a confirmação, por parte do Tesouro dos EUA, de que o volume de recompra de títulos públicos de longo prazo (Treasuries de 10 a 30 anos) será duplicado. O montante passará do padrão anterior de US$ 2 bilhões para um piso de US$ 4 bilhões por operação.
O calendário oficial estabelece que as compras adicionais serão realizadas entre 9 de setembro e 4 de novembro de 2026. A medida reduz a oferta de papéis longos no mercado secundário, gerando arrefecimento nos rendimentos dos títulos e estimulando o apetite por risco em praças emergentes, a despeito de a última ata do Federal Reserve ter sinalizado disposição dos dirigentes em elevar juros caso a inflação não convirja à meta de 2%.
- Operações passarão de US$ 2 bilhões para ao menos US$ 4 bilhões por rodada.
- Programa abrange vencimentos de títulos públicos entre 10 e 30 anos.
- Execução programada para o período entre 9 de setembro e 4 de novembro de 2026.
Interrupção de perdas no Ibovespa e cenário de fluxo na B3
O ganho registrado pelo Ibovespa colocou fim a uma sequência de 11 pregões consecutivos de baixa, série negativa que acumulou retração de 6,55% e representou a maior sequência de perdas do índice desde 2023. Ao longo do dia, o principal índice da bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 166.334,73 pontos e a máxima de 170.340,60 pontos.
Apesar do fechamento positivo, o mercado acionário local mantém fundamentos de cautela. O saldo de investimentos estrangeiros na B3 apresenta saldo líquido negativo de R$ 18,6 bilhões no acumulado até 17 de agosto. Adicionalmente, a política monetária doméstica segue restritiva, com a taxa Selic Meta em 14,00% ao ano definida pelo Copom, enquanto o IPCA acumula variação de 0,84% na janela de 12 meses.
- Alta de 0,90% interrompeu 11 pregões consecutivos de fechamento no campo negativo.
- Perda acumulada nos 11 pregões anteriores atingiu 6,55%.
- Fluxo de capital estrangeiro na B3 registra déficit de R$ 18,6 bilhões até 17 de agosto.
- Taxa Selic Meta permanece fixada em 14,00% ao ano, com IPCA acumulado em 12 meses de 0,84%.
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