Gerdau e B3 lideram as altas do pregão; Petrobras recua 2,58% no fechamento

Gerdau e B3 lideram as altas do pregão; Petrobras recua 2,58% no fechamento

O pregão de 25 de setembro na B3 terminou com a maioria das ações de maior liquidez em alta, com destaque para Gerdau (GGBR4, +1,05%, a R$ 24,99) e B3 (B3SA3, +0,79%, a R$ 17,96). Na contramão, a Petrobras (PETR4) recuou 2,58%, a R$ 47,99, a maior queda entre os papéis acompanhados.

RF
🏷️ MercadosPor Redação Radar Finanças
Publicado em: 25/09/2026 às 18:05 BRT
✓ Fatos extraídos de fontes identificadas · Validação automática concluída

📌Fatos em Destaque

  • Gerdau (GGBR4) liderou as altas do pregão de 25 de setembro, com avanço de 1,05% a R$ 24,99, seguida pela B3 (B3SA3), que subiu 0,79% a R$ 17,96.
  • A Petrobras (PETR4) recuou 2,58% a R$ 47,99, a maior queda entre as ações acompanhadas, destoando do restante do painel majoritariamente positivo.
  • O Boletim Focus de 18 de setembro projetava Selic de 13,5% ao ano e crescimento do PIB de 1,88% para 2026, em um cenário de juros ainda elevados e atividade moderada.

Gerdau e B3 entre as maiores altas do pregão

O fechamento de 25 de setembro na B3 foi marcado por ganhos disseminados entre as ações de maior liquidez. A Gerdau (GGBR4) liderou as altas, com valorização de 1,05%, cotada a R$ 24,99, seguida de perto pela B3 (B3SA3), que subiu 0,79%, a R$ 17,96. O movimento colocou a siderurgia e o próprio operador da bolsa no centro da sustentação do pregão, à frente de nomes do setor financeiro como Itaú (ITUB4, +0,62%), Bradesco (BBDC4, +0,56%) e Santander (SANB11, +0,51%).

A leitura de um dia positivo exige sempre uma segunda camada de análise. Quando o avanço se concentra em poucos setores e deixa de fora nomes de peso, o movimento tende a refletir rotação de carteira, e não uma onda de apetite por risco indiscriminado. Nesse sentido, a sessão se comportou como um pregão de seletividade, no qual a composição interna importou mais do que o placar agregado.

Vale registrar que a B3, como empresa listada, costuma se beneficiar de cenários de maior volume negociado e de fluxo de investidores. Sua presença entre os destaques positivos sugere que o mercado enxergou valor no próprio ecossistema de negociação em um dia de movimentação relevante.

Petrobras recua 2,58% e destoa do restante do pregão

O contraponto da sessão foi a Petrobras. O papel PETR4 cedeu 2,58%, a R$ 47,99, e ficou na contramão das demais ações acompanhadas. Foi a queda de maior magnitude em um dia predominantemente positivo, em que apenas RENT3 (-0,93%), SUZB3 (-1,27%) e ABEV3 (-0,13%) também fecharam no vermelho.

É importante separar o que é fato confirmado do que é leitura de mercado. O fato é a queda de 2,58% no fechamento. A atribuição desse movimento a fatores externos, como o comportamento do petróleo no mercado internacional, é uma hipótese analítica plausível, sustentada pela sensibilidade histórica da estatal ao preço da commodity, mas não deve ser tratada como equação mecânica. O relatório desta apuração não trouxe os preços do Brent e do WTI, de modo que a correlação permanece como possibilidade, não como causa comprovada.

Outros fatores, como fluxo estrangeiro, posicionamento de investidores e expectativas sobre política de preços e dividendos, também influenciam a cotação. Para quem acompanha a estatal, o ponto de atenção é a transmissão do petróleo para as margens de refino e para a capacidade de distribuição de proventos. Uma commodity mais fraca comprime o caixa disponível e, por consequência, reduz o espaço para remuneração robusta ao acionista, o que costuma pesar na tese de quem compra o papel pela renda.

A bolsa dividida entre ativos domésticos e commodities

A sessão escancarou uma divisão que tem marcado o comportamento da bolsa brasileira: de um lado, ativos mais sensíveis à economia doméstica e ao ciclo de crédito; de outro, as empresas cuja receita depende do preço internacional de commodities. Enquanto Gerdau e B3 avançaram, a Petrobras recuou, e o restante do painel acompanhado ficou majoritariamente no campo positivo, com Vale (VALE3) subindo 0,16% e a Suzano (SUZB3) cedendo 1,27%.

Esse tipo de divergência costuma dialogar com o cenário macroeconômico. A trajetória da Selic, a inclinação da curva de juros futuros e o comportamento do câmbio definem o prêmio de risco exigido pelo investidor e ajudam a explicar por que determinados setores atraem fluxo enquanto outros são deixados de lado. O Boletim Focus de 18 de setembro projetava Selic de 13,5% ao ano para 2026 e crescimento do PIB de 1,88%, sinalizando um cenário de juros ainda elevados e atividade moderada.

Em Brasília, a disputa fiscal entre a busca por arrecadação e a pressão por despesas segue no pano de fundo, influenciando as expectativas de inflação e, por tabela, a precificação dos ativos. A leitura para o investidor é que o placar de um único pregão esconde mais do que revela. Um painel com Petrobras em queda e siderurgia em alta é um retrato de mercado seletivo, no qual a escolha setorial pesa mais do que a direção geral do dia.

O que monitorar nos próximos pregões

Para as próximas sessões, o mercado deve seguir atento à trajetória do petróleo no exterior, principal vetor de curto prazo para a Petrobras e para o restante do complexo de energia. Uma eventual recuperação do Brent e do WTI pode devolver fôlego à estatal, enquanto a continuidade da fraqueza tende a manter a pressão sobre o papel.

No front doméstico, a agenda de indicadores econômicos, as sinalizações do Banco Central sobre a condução da política monetária e o noticiário fiscal em Brasília permanecem como fatores determinantes para o humor dos investidores. A curva de juros futuros e o câmbio funcionam como termômetros dessa percepção de risco e costumam antecipar movimentos setoriais antes mesmo de eles aparecerem no índice.

Por fim, vale acompanhar se a alta de Gerdau e B3 se confirma como tendência ou se foi apenas um movimento pontual de rotação. A consistência do fluxo entre setores, mais do que o resultado de um único dia, é o que indicará se a bolsa brasileira está construindo uma recuperação mais ampla ou apenas alternando vencedores e perdedores dentro de um mesmo patamar.

🏛️ Fonte Primária & Transparência EditorialB3 Open Data + Bacen SGS + FRED + EIA + Bacen Olinda
Acessar Documento Oficial
Aviso Legal & Transparência: Este conteúdo possui caráter meramente informativo e jornalístico, não constituindo análise, recomendação de investimento ou indicação de compra e venda de ativos. As decisões financeiras devem ser tomadas com base em seu próprio perfil de risco e com suporte de especialistas certificados.
RF
Redação Radar Finanças
Inteligência de mercado de capitais, macroeconomia e acompanhamento de divulgações oficiais da CVM, Bacen e B3. Conheça nossa política editorial e nosso expediente.