O Ibovespa e o real operam em alta nesta quinta-feira (30), impulsionados pelo otimismo externo com a precificação de um Federal Reserve (Fed) mais dovish e a agenda de dados econômicos dos Estados Unidos. O movimento reduz a pressão sobre ativos de risco emergentes e abre caminho para a valorização da bolsa brasileira e do câmbio.
Alívio externo impulsiona ativos brasileiros
O mercado acionário brasileiro mantém viés positivo nesta sessão, acompanhando o sentimento global. A expectativa em torno da próxima decisão do Federal Reserve domina o radar dos investidores, com o mercado ajustando projeções para um ciclo de aperto monetário menos agressivo nos Estados Unidos.
Dados econômicos americanos divulgados ao longo do dia reforçam a narrativa de desaceleração controlada, o que favorece a alocação em ativos de maior risco, como bolsas emergentes. O real acompanha o movimento, exibindo valorização frente ao dólar no mercado à vista.
Blue chips sustentam alta do Ibovespa
Entre os principais papéis da B3, os três grandes blue chips operam no campo positivo:
A Petrobras (PETR4) é negociada a R$ 42,48, com alta de 1,14% sobre o fechamento anterior de R$ 42,00.
A Vale (VALE3) marca R$ 75,54, avanço de 0,65% ante os R$ 75,05 do pregão anterior.
O Itaú Unibanco (ITUB4) lidera o ganho percentual entre os três, cotado a R$ 42,56, valorização de 1,77% frente aos R$ 41,82 de ontem.
Cenário doméstico: Selic, inflação e câmbio
No cenário doméstico, a Selic meta permanece em 14,25% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses está em 1,94%, ainda abaixo do centro da meta, o que mantém acesos os debates sobre a trajetória futura da taxa de juros.
O Boletim Focus mais recente projeta alívio na política monetária ao final de 2026, com mediana da Selic em 14,00% a.a. Para o câmbio, a estimativa mediana é de R$ 5,20/US$. A mediana do IPCA esperado para 2026 é de 5,12% a.a.
A combinação de juros ainda elevados no Brasil com perspectivas de afrouxamento externo cria um ambiente favorável para o fluxo de capital estrangeiro, beneficiando tanto a bolsa quanto o real no curto prazo.
















