Bancos puxam alta na B3: Itaú, BB e Bradesco sobem mais de 4% no último pregão do trimestre

Bancos puxam alta na B3: Itaú, BB e Bradesco sobem mais de 4% no último pregão do trimestre

O último pregão de setembro teve um enredo que a Faria Lima conhece de cor: quando o trimestre se encerra, as carteiras precisam posar para a foto. Itaú (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4) fecharam com ganhos acima de 4%, enquanto a Localiza (RENT3) liderou a ponta positiva com alta de 5,11%, a R$ 40,50. Do outro lado da tela, Santander (SANB11) cedeu 2,77% e WEG (WEGE3) recuou 1,65%, num dia em que o Treasury de 10 anos voltou a operar perto de 4,68%. O placar do dia diz menos sobre convicção e mais sobre calendário, e é aí que a leitura fica interessante.

Ibovespa sobe cerca de 1% em dia de inflação americana mais fraca e expectativa eleitoral em Brasíli

Ibovespa sobe cerca de 1% em dia de inflação americana mais fraca e expectativa eleitoral em Brasília

O Ibovespa subiu cerca de 1% no pregão, segundo apuração do Valor Econômico, em uma sessão marcada por dois ventos que sopraram na mesma direção: a inflação americana veio abaixo do que projetava o consenso e o clima das conversas sobre as eleições brasileiras ganhou contornos mais favoráveis ao risco. A coincidência de fatores externos e domésticos produziu um alívio raro em um ano de prêmio de risco persistente. A pergunta que a Faria Lima faz antes de comemorar, porém, é mais incômoda: trata-se de mudança de regime ou apenas de um respiro entre duas surpresas adversas?

Ibovespa recua e perde os 183 mil pontos em dia de aversão a risco global

Ibovespa recua e perde os 183 mil pontos em dia de aversão a risco global

O Ibovespa perdeu o patamar dos 183 mil pontos em uma sessão marcada pela cautela nos mercados internacionais, com investidores reduzindo apetite por ativos de maior risco e buscando posições mais defensivas. Não se trata de um movimento isolado da bolsa brasileira: quando o apetite global por risco recua, o fluxo estrangeiro costuma diminuir a exposição a emergentes, e o Brasil, com curva de juros longa e prêmio de risco sensível, sente o efeito na margem.

Dólar fecha a R$ 5,19 com Treasury acima de 5% e Brent a US$ 106,60; Ibovespa recua 0,99%

Dólar fecha a R$ 5,19 com Treasury acima de 5% e Brent a US$ 106,60; Ibovespa recua 0,99%

O dólar à vista encerrou a quinta-feira (24) vendido a R$ 5,1931, alta de 0,47%, aproximando-se de R$ 5,20, enquanto o Ibovespa recuou 0,99%, a 183.965,91 pontos. Em dia de aversão a risco nos mercados internacionais, o rendimento do Treasury de 10 anos subiu a 5,2209% e o petróleo Brent avançou 3,41%, a US$ 106,60. No mercado doméstico, o Banco Central vendeu US$ 1 bilhão em dois leilões de linha simultâneos.

B3 fecha com 10 de 12 papéis em alta: Suzano sobe 2,81% e Banco do Brasil cai 1,39%

B3 fecha com 10 de 12 papéis em alta: Suzano sobe 2,81% e Banco do Brasil cai 1,39%

O pregão de 22 de setembro de 2026 terminou com placar quase unânime no azul na B3: 10 dos 12 papéis monitorados fecharam em alta, com Suzano (SUZB3) liderando a R$ 48,58, avanço de 2,81%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,39%, a R$ 22,67. Com o Treasury de 10 anos a 4,68% e o de 2 anos a 4,22%, o capital externo não tem pressa, e o dia pareceu mais uma escolha seletiva de carteira do que um entusiasmo generalizado com o risco brasileiro.