O dólar abriu próximo da estabilidade no mercado brasileiro nesta quarta-feira (29), com investidores na expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), que pode sinalizar os próximos passos dos juros nos Estados Unidos e impactar o fluxo de capital para economias emergentes.
Dólar opera sem direção única nesta quarta
O mercado cambial brasileiro iniciou o pregão desta quarta-feira (29) com o dólar operando próximo da estabilidade, refletindo o cenário de cautela global antes da decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve. A cotação da moeda americana oscila dentro de uma banda estreita, sem direção definida, enquanto traders aguardam o comunicado do banco central americano.
No Brasil, a B3 opera em pregão contínuo desde a abertura, com o Ibovespa sendo influenciado tanto pelo comportamento do câmbio quanto pelo humor externo. A taxa Selic, atualmente fixada em 14,25% ao ano pelo Banco Central, continua sendo o principal instrumento de ancoragem da política monetária doméstica.
Focus projeta câmbio estável para 2026
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central em 24 de julho, aponta mediana de R$ 5,20/US$ para a cotação do dólar ao final de 2026. A projeção reflete a expectativa do mercado financeiro para o comportamento do câmbio em um cenário de juros elevados no Brasil e incertezas sobre o ritmo de afrouxamento monetário nos Estados Unidos.
- Mediana do câmbio projetada pelo mercado: R$ 5,20/US$ para 2026
- IPCA acumulado em 12 meses: 1,94%
- Selic meta vigente: 14,25% a.a.
- CDI mensal: 1,06%
- IGPM acumulado em 12 meses: -0,5%
Expectativa com Fed e cenário doméstico
O Fed deve anunciar sua decisão de juros ainda hoje, com o mercado dividido entre a manutenção da taxa atual ou um novo corte. A sinalização sobre o ritmo da política monetária americana é crucial para os ativos emergentes, uma vez que juros mais baixos nos EUA tendem a enfraquecer o dólar globalmente e atrair fluxo de capital para países como o Brasil.
No ambiente doméstico, a inflação medida pelo IPCA acumula alta de 1,94% em 12 meses, indicando um cenário de inflação controlada. O IGP-M, por sua vez, registra deflação acumulada de 0,5% no mesmo período, aliviando pressões sobre custos de insumos e contratos de aluguel.














