PETR4: Petrobras descobre novo poço de gás na Colômbia, na Bacia de Guajira

PETR4: Petrobras descobre novo poço de gás na Colômbia, na Bacia de Guajira

🔄 Atualização • 03/08/2026 às 22:54 BRT

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, afirmou em 5 de dezembro de 2024 que a Bacia de Guajira, onde ocorreu a descoberta, pode ser entendida como parte da margem equatorial — mesma região geológica que desperta preocupação de ambientalistas quanto aos impactos da exploração no lado brasileiro. Além de Colômbia e Brasil, a Petrobras opera atualmente na produção de petróleo na Namíbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul (África), e na Bolívia, Argentina e Estados Unidos (Américas).

Fonte: Diretoria de E&P da Petrobras, 5 dez 2024

⚡ Atualização • 03/08/2026 às 15:14 BRT

A Petrobras confirmou que o gás recém-descoberto no poço da Bacia de Guajira, na Colômbia, está sendo avaliado detalhadamente por meio de perfis de poço e será caracterizado por análises laboratoriais.

Em declaração oficial, a estatal afirmou que a descoberta “reforça o potencial de gás no offshore colombiano, agregando volumes que irão contribuir para a segurança energética da região”.

A Petrobras, por meio de sua subsidiária PIB-COL, anunciou a descoberta de gás natural no poço exploratório Sandia-1, localizado no bloco GUA-OFF-0, na Bacia de Guajira, Colômbia. A perfuração foi iniciada em 12 de junho de 2026 e concluída em 29 de julho de 2026. O poço está situado a 42 km da costa, em lâmina d’água de 1.251 metros, a 70,7 km da cidade de Santa Marta. A descoberta reforça a estratégia da estatal brasileira de recomposição de reservas em novas fronteiras exploratórias fora do Brasil.

Detalhes da descoberta e localização

O poço Sandia-1 está localizado a apenas 9 km do poço Copoazu-1 e a 18 km do campo Sirius-1, descoberto em dezembro de 2024 e considerado o maior reservatório de gás natural da história da Colômbia. A proximidade entre os poços indica continuidade geológica promissora na Bacia de Guajira.

A Bacia de Guajira, na margem equatorial colombiana, é considerada análoga à margem equatorial brasileira — apelidada de “novo pré-sal” — onde a Petrobras obteve licença do Ibama para exploração em outubro de 2025. A região colombiana tem se mostrado uma fronteira exploratória relevante para o gás natural na América do Sul.

Estrutura do consórcio e operação

O consórcio responsável pela descoberta é formado pela Ecopetrol, que detém 55,56% de participação, e pela Petrobras (via PIB-COL), com 44,44%. A Petrobras atua como operadora do bloco, o que significa que a estatal brasileira lidera as atividades de exploração e produção no local.

O destino da produção do gás descoberto será o mercado colombiano, que enfrenta demanda crescente por segurança energética. A descoberta ocorre em um momento de transição energética global, com o gás natural sendo posicionado como combustível fóssil de menor intensidade de carbono e ponte para a descarbonização.

Desempenho de PETR4 no mercado

No pregão desta segunda-feira, 3 de agosto de 2026, as ações PETR4 negociam a R$ 42,83 às 11h41 BRT, com variação negativa de 1,36% em relação ao fechamento anterior de R$ 43,42. O volume negociado até o momento é de aproximadamente 8,25 milhões de ações.

Entre os indicadores financeiros da ação, o dividend yield (DY) acumulado nos últimos 12 meses é de 8,98%, com relação preço/lucro (P/L) de 5,27 vezes e preço/valor patrimonial (P/B) de 1,24 vez. A cotação atual representa uma queda de 15,5% em relação à máxima de 52 semanas (R$ 50,69) e uma alta de 46,1% ante a mínima de 52 semanas (R$ 29,31).

  • Cotação atual: R$ 42,83
  • Variação no pregão: -1,36%
  • Dividend Yield (TTM): 8,98%
  • P/L (TTM): 5,27x
  • P/B: 1,24x
  • Máxima 52 semanas: R$ 50,69
  • Mínima 52 semanas: R$ 29,31

Contexto exploratório na margem equatorial

A descoberta do poço Sandia-1 na Colômbia ocorre em paralelo ao avanço da Petrobras na margem equatorial brasileira. Em outubro de 2025, a estatal obteve licença ambiental do Ibama para iniciar atividades exploratórias na região, que é considerada uma das principais fronteiras para novas reservas de petróleo e gás no Brasil.

A Bacia de Guajira, na Colômbia, é geologicamente análoga à margem equatorial brasileira, o que torna os resultados exploratórios colombianos relevantes como referência para o potencial da região brasileira. A Petrobras tem reforçado seu portfólio de gás natural como parte de sua estratégia de transição energética e diversificação geográfica de ativos.

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