O mercado financeiro inicia a terça-feira (18 de agosto) com o petróleo cotado a US$ 90 por barril, patamar que acende alerta para custos de transporte e inflação global. O dólar opera pressionado no câmbio brasileiro, refletindo o ambiente de juros elevados nos Estados Unidos e tensões geopolíticas no exterior. O Ibovespa, por sua vez, acompanha o humor misto dos mercados internacionais, sem catalisadores domésticos de peso na agenda do dia.
Petróleo a US$ 90: impacto sobre inflação e custos
O barril de petróleo — referência Brent — atingiu a marca de US$ 90 nesta terça-feira, maior nível das últimas semanas. O patamar elevado da commodity pressiona a cadeia de custos globais, com reflexos diretos sobre preços de combustíveis no Brasil e sobre a inflação de transporte e logística.
O movimento de alta ocorre em meio a cortes de oferta por parte da Opep+ e a estoques apertados nos Estados Unidos. A cotação do Brent acima de US$ 90 historicamente acende sinais de atenção para bancos centrais, que podem ter de manter juros mais altos por mais tempo para conter pressões inflacionárias importadas.
Dólar pressionado: juros americanos e risco geopolítico
O dólar comercial opera sob pressão no mercado brasileiro, sem cotação específica divulgada até o fechamento desta edição. O cenário externo é o principal vetor: a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) mantenha a taxa de juros americana em patamar elevado por período prolongado fortalece a moeda americana globalmente.
Além disso, tensões geopolíticas em curso — com pico de buscas registrado para o termo ‘guerra’ no Google Trends Brasil — adicionam prêmio de risco ao câmbio, mantendo o dólar em nível pressionado frente ao real.
Ibovespa: agenda esvaziada e olho no exterior
O Ibovespa, principal índice da B3, opera sem direção única na manhã desta terça-feira. A pontuação do índice não foi especificada no resumo do dia, mas o mercado acionário brasileiro acompanha o desempenho das bolsas de Nova York, que aguardam dados de atividade econômica nos EUA e declarações de dirigentes do Fed.
Sem indicadores domésticos de peso na agenda, o Ibovespa deve seguir o humor externo. A alta do petróleo beneficia ações do setor de óleo e gás, como Petrobras (PETR4), mas o dólar pressionado e a incerteza sobre juros globais limitam o apetite por risco.
Agenda do dia e perspectivas
O resumo econômico desta terça-feira não traz eventos de alta materialidade no calendário doméstico. O foco dos investidores permanece no comportamento das commodities, no câmbio e nos desdobramentos geopolíticos internacionais.
Para os próximos dias, a atenção se volta para a ata da última reunião do Copom e para indicadores de inflação nos EUA, que podem dar novos direcionadores para o mercado de juros e câmbio.
Radar Finanças













