⚡ ATUALIZAÇÃO • 03/08/2026 às 19:59 BRT
A descoberta na Colômbia reforça a aposta da Petrobras na margem equatorial, região apelidada de “novo pré-sal”. A diretora de Exploração e Produção, Sylvia Anjos, afirmou em 5 de dezembro de 2024 que a Bacia de Guajira pode ser entendida como parte dessa margem — o que amplia o alcance geográfico do conceito para além do litoral brasileiro. Ambientalistas, porém, manifestam preocupação sobre os impactos da exploração na região. A estatal também mantém operações de produção de petróleo na Namíbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul (África), além de Bolívia, Argentina e Estados Unidos (Américas), consolidando sua presença internacional.
A Petrobras anunciou neste domingo (3) a descoberta de um novo poço de gás natural na margem equatorial colombiana, no bloco GUA-OFF-0, localizado na Bacia de Guajira. O poço exploratório Sandia-1, perfurado em consórcio com a Ecopetrol, reforça o portfólio internacional de exploração da companhia e a segurança energética da região. Na B3, as ações da petroleira (PETR4) operavam em queda de 1,08%, cotadas a R$ 42,95.
Detalhes da descoberta no poço Sandia-1
O poço exploratório Sandia-1 está localizado no bloco GUA-OFF-0, na Bacia de Guajira, a 42 km da costa colombiana, com lâmina d’água de 1.251 metros e a 70,7 km de Santa Marta. A perfuração foi iniciada em 12 de junho de 2026, com profundidade final alcançada em 29 de julho de 2026.
O Sandia-1 está a 18 km do poço Sirius-1 e a 9 km do poço Copoazu-1, ambos na mesma região. A companhia informou que o gás encontrado está sendo avaliado por perfis de poço e análises laboratoriais, e que o destino da produção será o mercado colombiano.
Consórcio com a Ecopetrol e operação
A exploração na Bacia de Guajira é conduzida em consórcio com a Ecopetrol, na qual a estatal colombiana detém 55,56% de participação e a Petrobras, por meio de sua subsidiária PIB-COL, detém 44,44%. Apesar de minoritária no consórcio, a Petrobras atua como operadora da exploração no bloco.
Em comunicado ao mercado, a companhia afirmou que a descoberta ‘reforça o potencial de gás no offshore colombiano, agregando volumes que irão contribuir para a segurança energética da região’.
Contexto: Sirius-1 e o maior reservatório da Colômbia
A nova descoberta soma-se a um histórico recente de sucesso exploratório na região. Em 2024, a Petrobras já havia identificado no poço Sirius-1 o maior reservatório de gás natural da história da Colômbia, também na Bacia de Guajira. O Copoazu-1, perfurado na sequência, completa o conjunto de descobertas que consolidam a margem equatorial colombiana como um novo polo de gás offshore.
A descoberta ocorre em um momento de alívio nas pressões geopolíticas globais sobre energia e reforça a estratégia da Petrobras de recomposição de reservas e transição energética. O gás natural é considerado combustível de transição, e a ampliação de oferta na América do Sul pode impactar positivamente a segurança energética regional.
Desempenho da ação PETR4 na B3
No mercado à vista da B3, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) operavam em queda de 1,08%, cotadas a R$ 42,95, com volume negociado de aproximadamente 12,27 milhões de ações. O fechamento anterior foi de R$ 43,42.
Em termos de valuation, a ação apresenta múltiplo preço/lucro (P/L) de 5,28 vezes e preço/valor patrimonial (P/VPA) de 1,24. O dividend yield acumulado é de 8,98%, com máxima de 52 semanas em R$ 50,69 e mínima de R$ 29,31.
A Petrobras também obteve, em outubro de 2025, licença do Ibama para explorar a margem equatorial brasileira, ampliando seu potencial exploratório tanto no Atlântico Sul quanto na América do Sul.
- PETR4: R$ 42,95 (-1,08%)
- P/L: 5,28x
- P/VPA: 1,24x
- Dividend Yield: 8,98%
- Máxima 52 semanas: R$ 50,69
- Mínima 52 semanas: R$ 29,31
















