WEG aponta insumos como principal vetor de margem no 3º trimestre e deixa o repasse em aberto

WEG aponta insumos como principal vetor de margem no 3º trimestre e deixa o repasse em aberto

Um vice-presidente da WEG afirmou ao Valor Econômico que o custo de matéria-prima foi o principal fator sobre a margem no terceiro trimestre de 2026. A declaração não veio acompanhada de percentual de impacto, de abertura entre margem bruta e operacional nem de detalhamento por linha de produto, o que deixa em aberto a pergunta central para o balanço: quanto do custo foi repassado ao preço e quanto se converteu em margem perdida.

WEG frustra em margens no 3T24; papéis recuam após balanço e pricing power vira questão aberta

WEG frustra em margens no 3T24; papéis recuam após balanço e pricing power vira questão aberta

A WEG divulgou o balanço do terceiro trimestre de 2024 e o resultado não passou pelo crivo do mercado. Conforme apuração do InfoMoney, as margens vieram abaixo do esperado e o balanço evidenciou pressão de custos, leitura precificada de imediato: os papéis recuaram com força após a publicação dos números. Em uma companhia cujo histórico de execução industrial sempre foi o principal ativo intangível, uma decepção de margem incomoda mais do que uma decepção de receita.

Bancos puxam alta na B3: Itaú, BB e Bradesco sobem mais de 4% no último pregão do trimestre

Bancos puxam alta na B3: Itaú, BB e Bradesco sobem mais de 4% no último pregão do trimestre

O último pregão de setembro teve um enredo que a Faria Lima conhece de cor: quando o trimestre se encerra, as carteiras precisam posar para a foto. Itaú (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4) fecharam com ganhos acima de 4%, enquanto a Localiza (RENT3) liderou a ponta positiva com alta de 5,11%, a R$ 40,50. Do outro lado da tela, Santander (SANB11) cedeu 2,77% e WEG (WEGE3) recuou 1,65%, num dia em que o Treasury de 10 anos voltou a operar perto de 4,68%. O placar do dia diz menos sobre convicção e mais sobre calendário, e é aí que a leitura fica interessante.

WEG define meta de elevar em cinco vezes a capacidade fabril de geradores

WEG define meta de elevar em cinco vezes a capacidade fabril de geradores

Há uma ironia elegante no momento da WEG. Enquanto boa parte da indústria brasileira ainda digere juros de dois dígitos e uma demanda doméstica morna, a companhia de Jaraguá do Sul encontrou um cliente que não parece disposto a esperar: o data center. Segundo apuração do Valor Econômico, a fabricante catarinense planeja quintuplicar sua produção de geradores, movimento ancorado no boom global de infraestrutura de nuvem e inteligência artificial. O número, por si só, é a parte fácil da história. A pergunta que a Faria Lima faz em voz baixa é outra: multiplicar capacidade por cinco é uma decisão de capex ou uma aposta de convicção sobre um ciclo que ainda precisa provar sua durabilidade?

WEG anuncia US$ 165 milhões para expandir presença industrial na América do Norte; entenda o context

WEG anuncia US$ 165 milhões para expandir presença industrial na América do Norte; entenda o contexto

A WEG anunciou um investimento de US$ 165 milhões (cerca de R$ 900 milhões) para expandir suas operações na América do Norte. O comunicado, porém, não detalha se os recursos irão para nova planta, ampliação de unidade existente ou aquisição de ativos, nem o cronograma ou o impacto esperado na capacidade produtiva. O movimento ocorre em meio à onda de reshoring industrial nos Estados Unidos, impulsionada pelo Inflation Reduction Act e pelo CHIPS Act, e coloca a companhia em rota de colisão direta com ABB, Siemens e Nidec no maior mercado industrial do mundo.