JPMorgan rebaixa Banco do Brasil para venda e eleva Bradesco; BBAS3 recua cerca de 6% e BBDC4 sobe c

JPMorgan rebaixa Banco do Brasil para venda e eleva Bradesco; BBAS3 recua cerca de 6% e BBDC4 sobe cerca de 4%

O JPMorgan inverteu a recomendação entre os dois bancões brasileiros em um único movimento: rebaixou o Banco do Brasil (BBAS3) para venda e elevou o Bradesco (BBDC4). Na esteira da sinalização, o papel do estatal recuou cerca de 6%, enquanto o do privado avançou cerca de 4%. O preço-alvo e o racional detalhado de cada tese, porém, não constam no resumo divulgado, o que deixa a Faria Lima preenchendo as lacunas com o próprio ceticismo.

Bancos puxam alta na B3: Itaú, BB e Bradesco sobem mais de 4% no último pregão do trimestre

Bancos puxam alta na B3: Itaú, BB e Bradesco sobem mais de 4% no último pregão do trimestre

O último pregão de setembro teve um enredo que a Faria Lima conhece de cor: quando o trimestre se encerra, as carteiras precisam posar para a foto. Itaú (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4) fecharam com ganhos acima de 4%, enquanto a Localiza (RENT3) liderou a ponta positiva com alta de 5,11%, a R$ 40,50. Do outro lado da tela, Santander (SANB11) cedeu 2,77% e WEG (WEGE3) recuou 1,65%, num dia em que o Treasury de 10 anos voltou a operar perto de 4,68%. O placar do dia diz menos sobre convicção e mais sobre calendário, e é aí que a leitura fica interessante.

JPMorgan revisa projeção de lucro do Banco do Brasil para R$ 16,9 bilhões

JPMorgan revisa projeção de lucro do Banco do Brasil para R$ 16,9 bilhões

O JPMorgan revisou para baixo sua projeção de lucro do Banco do Brasil e passou a estimar R$ 16,9 bilhões de resultado, segundo relatório de análise citado pela imprensa especializada. A revisão devolve ao centro da discussão a pergunta que ronda o banco estatal desde que a política monetária se instalou em terreno restritivo: quanto da rentabilidade do BB depende de sua máquina de crédito e quanto depende do mandato público que carrega no colo? A resposta interessa diretamente a quem tem BBAS3 na carteira, e o relatório que originou o movimento não a entrega de graça.

B3 fecha com 10 de 12 papéis em alta: Suzano sobe 2,81% e Banco do Brasil cai 1,39%

B3 fecha com 10 de 12 papéis em alta: Suzano sobe 2,81% e Banco do Brasil cai 1,39%

O pregão de 22 de setembro de 2026 terminou com placar quase unânime no azul na B3: 10 dos 12 papéis monitorados fecharam em alta, com Suzano (SUZB3) liderando a R$ 48,58, avanço de 2,81%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,39%, a R$ 22,67. Com o Treasury de 10 anos a 4,68% e o de 2 anos a 4,22%, o capital externo não tem pressa, e o dia pareceu mais uma escolha seletiva de carteira do que um entusiasmo generalizado com o risco brasileiro.

BBAS3 sobe quase 30% em 30 dias e ainda negocia abaixo do valor patrimonial

BBAS3 sobe quase 30% em 30 dias e ainda negocia abaixo do valor patrimonial

A ação do Banco do Brasil (BBAS3) acumula valorização de aproximadamente 30% em uma janela de 30 dias e, mesmo após o rali, continua sendo negociada abaixo do valor patrimonial, com o indicador preço sobre valor patrimonial (P/VPA) inferior a 1. A combinação entre a intensidade da alta e a persistência do desconto contábil reacende o debate sobre quais riscos o mercado segue precificando no papel.