A Metaplanet (TSE:3350), empresa japonesa listada na Bolsa de Tóquio que adotou o Bitcoin como ativo de reserva estratégica, firmou um acordo de corretagem que, segundo a casa de análise Benchmark, “subestima gravemente” os planos da companhia para a emissão dos chamados “Bitbonds” — títulos conversíveis lastreados em Bitcoin.
A avaliação da Benchmark indica que o mercado ainda não precifica adequadamente o verdadeiro potencial da Metaplanet com essa inovação no mercado de capitais cripto. Os Bitbonds representam um mecanismo que permite à empresa levantar capital com exposição direta ao BTC, movimento similar ao adotado pela MicroStrategy (MSTR) no mercado norte-americano.
O que são os Bitbonds
Os Bitbonds são títulos conversíveis lastreados em Bitcoin, uma estrutura financeira que combina a captação de recursos com a exposição ao ativo digital. Na prática, a Metaplanet emite dívida conversível em ações, mas com o Bitcoin como ativo subjacente de referência.
A estratégia posiciona a companhia japonesa como um veículo institucional relevante de exposição ao BTC no mercado asiático, seguindo a trilha aberta pela MicroStrategy nos Estados Unidos.
Cenário do Bitcoin
No momento da publicação, o Bitcoin (BTC) era negociado a US$ 64.728,01, com variação negativa de 0,08% nas últimas 24 horas. A máxima do período foi de US$ 65.744,60 e a mínima de US$ 64.459,82.
O volume negociado nas últimas 24 horas somou US$ 927,4 milhões, indicando liquidez robusta mesmo em um dia de baixa volatilidade para o ativo.
Pressão de compra no orderbook
Dados de orderbook indicam pressão compradora de 81,7% contra 18,3% de pressão vendedora, sugerindo que a demanda por BTC no curto prazo segue predominante.
Contexto corporativo
A Metaplanet adotou o Bitcoin como ativo de reserva estratégica, posicionando-se como uma das primeiras empresas asiáticas de capital aberto a seguir essa estratégia. A emissão de Bitbonds pode ampliar significativamente a capacidade da companhia de acumular BTC sem diluir acionistas de forma imediata.
A Benchmark, ao apontar que o acordo de corretagem atual não reflete a magnitude do plano, sinaliza que o mercado pode estar diante de uma assimetria de informação que, uma vez corrigida, poderia reposicionar o valuation da empresa japonesa.















