Mercado reduz pela 4ª semana seguida estimativa de inflação para 2026; IPCA mediano cai a 5,12%

Mercado reduz pela 4ª semana seguida estimativa de inflação para 2026; IPCA mediano cai a 5,12%

O mercado financeiro brasileiro reduziu pela quarta semana consecutiva a projeção de inflação para 2026, segundo o Boletim Focus divulgado em 24 de julho. A mediana do IPCA para o ano recuou para 5,12% ao ano, ainda acima do centro da meta, mas em trajetória descendente consistente. O levantamento contou com 151 respondentes para o indicador de preços.

IPCA mensal desacelera e reforça tendência de arrefecimento

O IPCA de junho de 2026 registrou alta de 0,16%, desacelerando ante os 0,58% de maio e os 0,67% de abril. O dado confirma a perda de fôlego das pressões inflacionárias no curto prazo e sustenta a revisão para baixo das projeções anuais.

No acumulado em 12 meses, o IPCA está em 1,94%, enquanto o IGP-M acumulado no mesmo período apresenta variação negativa de 0,50%.

Selic, câmbio e PIB: o que o Focus mostra

A mediana da taxa Selic para 2026 permanece em 14,00% ao ano, com 149 respondentes. A meta anual vigente é de 14,25% a.a., com a taxa diária em 0,052531%. O CDI mensal está em 0,95%.

Para o câmbio, a mediana das projeções é de R$ 5,20 por dólar, com 120 respondentes. O crescimento do PIB é estimado em 1,99%, segundo 117 participantes do levantamento.

Contas públicas seguem no radar dos agentes financeiros

A mediana da dívida bruta do governo geral para 2026 está projetada em 83,3% do PIB, com 60 respondentes. O resultado primário esperado é negativo em 0,50% do PIB, conforme 59 participantes.

Os números fiscais indicam que, apesar do alívio na inflação corrente, o ambiente de contas públicas ainda impõe restrições à condução da política monetária e à trajetória de juros no médio prazo.

Cenário para a política monetária

A quarta redução consecutiva na mediana do IPCA para 2026, combinada com a desaceleração mensal do índice, abre espaço para o debate sobre o início de um ciclo de afrouxamento monetário. A Selic mediana de 14,00% a.a. sugere que parte do mercado já precifica cortes à frente.

Contudo, o câmbio pressionado (R$ 5,20/US$) e o resultado primário negativo mantêm o Banco Central em posição cautelosa. A evolução das expectativas de inflação nas próximas edições do Focus será determinante para o ritmo de eventual flexibilização.

Aviso Legal & Transparência: Este conteúdo possui caráter meramente informativo e jornalístico, não constituindo análise, recomendação de investimento ou indicação de compra e venda de ativos. As decisões financeiras devem ser tomadas com base em seu próprio perfil de risco e com suporte de especialistas certificados.

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