Exportações do Brasil aos EUA sobem 12,1% em agosto com suporte de preços médios, aponta Mdic

Exportações do Brasil aos EUA sobem 12,1% em agosto com suporte de preços médios, aponta Mdic

As exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos totalizaram US$ 3,190 bilhões em agosto, registrando uma expansão de 12,1% na comparação com os US$ 2,845 bilhões observados em agosto de 2025. O avanço financeiro das vendas externas foi sustentado pela elevação de 8,6% nos preços médios das mercadorias comercializadas, compensando a contração de 3,1% registrada no volume físico embarcado no período.

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🏷️ Macroeconomia
Por Redação Radar Finanças

Publicado em: 05/09/2026 às 06:07 BRT
✓ Fatos extraídos de fontes identificadas · Validação automática concluída
IndicadorValorTipoHorizonte / ReferênciaFonte Oficial
Exportacoes Brasil Eua Ago 2026US$ 3,190 bilhõesOBSERVADOVigente / OficialAgência Brasil (EBC)
Exportacoes Brasil Eua Ago 2025US$ 2,845 bilhõesOBSERVADOVigente / OficialAgência Brasil (EBC)
Variacao Faturamento Eua Ago+12,1%OBSERVADOVigente / OficialAgência Brasil (EBC)
Variacao Preco Medio Eua Ago+8,6%OBSERVADOVigente / OficialAgência Brasil (EBC)
Variacao Volume Eua Ago-3,1%OBSERVADOVigente / OficialAgência Brasil (EBC)
Deficit Comercial Eua AgoUS$ 824 milhõesOBSERVADOVigente / OficialAgência Brasil (EBC)
Deficit Acumulado Brasil Eua Jan AgoUS$ 3,211 bilhõesOBSERVADOVigente / OficialAgência Brasil (EBC)
Superavit Balanca Geral AgoUS$ 7,39 bilhõesOBSERVADOVigente / OficialAgência Brasil (EBC)
Superavit Balanca Geral AcumuladoUS$ 55,32 bilhõesOBSERVADOVigente / OficialAgência Brasil (EBC)

Legenda:
OBSERVADO = dado oficial divulgado; 
PROJETADO = expectativa de mercado (Focus/consenso); 
ESTIMADO = cálculo com metodologia; 
AGENDA = evento ou dado futuro confirmado.

Comportamento de preços e principais produtos embarcados

De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a dinâmica comercial com o mercado norte-americano em agosto refletiu preponderantemente a valorização unitária dos itens exportados. Segundo Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior da pasta, a variação positiva de 8,6% nos preços médios foi o principal elemento de sustentação da receita mensal.

Entre os segmentos que apresentaram contribuição relevante para o desempenho em valor financeiro figuram aeronaves e outros equipamentos de transporte, carne bovina, produtos semimanufaturados e acabados de ferro ou aço, cimento, cal e materiais de construção, além de celulose e café. Notavelmente, aeronaves e carne bovina integraram a lista de itens preservados de sobretaxas adicionais.

  • Aeronaves e equipamentos aeroespaciais mantiveram tração em valor
  • Carne bovina e café sustentaram receitas médias elevadas
  • Itens siderúrgicos e materiais de construção registraram fluxo positivo em faturamento

Impacto tarifário e balanço do comércio bilateral

O mês de agosto coincidiu com a entrada em vigor de novas tarifas de importação adotadas pelos Estados Unidos. O Mdic estima que pouco mais de 20% do fluxo de exportações brasileiras direcionadas àquele mercado esteja sob alcance direto das medidas tarifárias. O cenário introduziu volatilidade nas decisões de compra e contratação de fretes internacionais pelos importadores.

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, as exportações brasileiras aos EUA recuaram 13,6% em termos de volume e 9,7% em valor, atingindo US$ 24,105 bilhões. Em paralelo, as importações de produtos estadunidenses pelo Brasil somaram US$ 27,316 bilhões no mesmo intervalo, registrando decréscimo de 8,6%. O saldo acumulado no ano resultou em um déficit comercial de US$ 3,211 bilhões desfavorável ao Brasil.

No recorte estrito de agosto, as compras brasileiras oriundas dos Estados Unidos avançaram 1,1%, somando US$ 4,014 bilhões. Com isso, o saldo bilateral mensal encerrou deficitário em US$ 824 milhões para o Brasil.

  • Déficit bilateral mensal: US$ 824 milhões em agosto
  • Déficit bilateral acumulado (jan-ago): US$ 3,211 bilhões
  • Cobertura de tarifas: cerca de 20% do comércio Brasil-EUA impactado

Contexto da balança comercial brasileira consolidada

A despeito da retração acumulada no fluxo com os Estados Unidos, o comércio exterior brasileiro como um todo manteve trajetória superavitária. A balança comercial brasileira geral encerrou o mês de agosto com superávit de US$ 7,39 bilhões, valor 23,8% superior ao registrado em igual mês de 2025.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, o superávit comercial brasileiro totalizou US$ 55,32 bilhões, representando uma expansão de 28,2% frente a 2025. O desempenho foi acompanhado por forte avanço nos embarques para outros blocos, a exemplo da União Europeia, cujas exportações brasileiras somaram US$ 5,82 bilhões em agosto (alta de 46,4% em valor e de 30,3% em volume).

  • Superávit comercial global em agosto: US$ 7,39 bilhões (+23,8%)
  • Superávit comercial acumulado em 2026: US$ 55,32 bilhões (+28,2%)
  • Exportações para a União Europeia em agosto: US$ 5,82 bilhões (+46,4%)
🏛️ Fonte Primária & Transparência Editorial
Agência Brasil (EBC)


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