Beth Hammack, dirigente do Federal Reserve (Fed), manifestou apoio a uma nova alta de juros nos Estados Unidos como medida para conter a inflação persistentemente elevada. A declaração, veiculada por agências de notícias internacionais, reforça a postura hawkish dentro do banco central americano e contraria as expectativas de parte do mercado que projetava cortes na taxa de juros ainda em 2026.
O posicionamento de Hammack
Beth Hammack defendeu publicamente que o Federal Reserve precisa manter ou até elevar os juros para garantir que a inflação ao consumidor (CPI) retorne à meta de 2% ao ano. A declaração ocorre em um momento em que a inflação americana segue acima do alvo do Fed, o que justifica, na visão da dirigente, a continuidade do aperto monetário.
O posicionamento de Hammack sinaliza que o ciclo de aperto pode não ter terminado, contrariando as expectativas de cortes que vinham sendo precificadas pelo mercado para o segundo semestre de 2026.
Impacto sobre mercados e câmbio
A defesa por juros mais altos nos EUA tem implicações diretas sobre o mercado de Treasuries, o câmbio global e os ativos de risco emergentes. Com juros americanos elevados por mais tempo, o Dólar tende a se fortalecer frente a moedas de países emergentes, incluindo o Real.
No Brasil, a Selic meta está atualmente em 14,25% ao ano. O Boletim Focus, divulgado em 24 de julho de 2026, projeta Selic mediana de 14,0% ao ano para 2026, com IPCA mediano de 5,12% ao ano. O câmbio projetado pelo Focus é de R$ 5,20 por Dólar, taxa sensível a movimentos do Fed.
Cenário macroeconômico global
A declaração de Hammack reforça que ambos os lados do hemisfério seguem em ambiente de juros elevados. Nos EUA, a inflação ao consumidor (CPI) segue acima da meta de 2%, o que justifica a defesa por juros mais altos. No Brasil, a Selic em dois dígitos e a inflação acima do centro da meta indicam que o aperto monetário deve se prolongar.
O mercado pode ter que recalibrar as projeções para os Fed Funds, com impacto direto sobre o Dólar, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e os ativos de risco emergentes, como ações brasileiras e moedas de países em desenvolvimento.
















