Dólar abre em leve alta com balanços e Fed no radar; B3 atrasa abertura

Dólar abre em leve alta com balanços e Fed no radar; B3 atrasa abertura

O dólar comercial abriu o pregão desta sexta-feira, 31 de julho de 2026, em leve alta, refletindo a cautela dos investidores com a temporada de balanços corporativos e as sinalizações do Federal Reserve (Fed) sobre os rumos dos juros americanos. No Brasil, a B3 registrou atraso na abertura dos negócios, enquanto as blue chips PETR4, VALE3 e ITUB4 operam no campo positivo. A Selic meta está em 14,25% ao ano.

Petr4R$ 42,84 (+2,0%)
Vale3R$ 76,09 (+1,39%)
Itub4R$ 42,74 (+2,2%)
Selic Meta14,25% a.a.
Ipca (12 Meses)1,94%
Focus Selic 202614,0% a.a. (mediana)
Focus Câmbio 2026R$ 5,20/US$ (mediana)
Focus Ipca 20265,12% a.a. (mediana)

Blue chips brasileiras operam no azul

Os principais ativos da bolsa brasileira abriram o pregão em alta. As ações da Petrobras (PETR4) são negociadas a R$ 42,84, com valorização de 2,0% no dia. A Vale (VALE3) registra alta de 1,39%, cotada a R$ 76,09. Já o Itaú Unibanco (ITUB4) sobe 2,2%, sendo negociado a R$ 42,74.

O desempenho positivo das blue chips contrasta com a leve alta do dólar, sugerindo um dia de ajustes e digerimento dos balanços corporativos divulgados na semana. A B3 opera em pregão contínuo (OPEN_TRADING) desde as 10h40, horário de Brasília, após registrar atraso na abertura dos negócios.

Cenário macroeconômico doméstico

A taxa Selic meta está fixada em 14,25% ao ano, enquanto o IPCA acumulado nos últimos 12 meses registra 1,94%. O Boletim Focus, pesquisa do Banco Central com instituições financeiras, projeta para 2026 uma Selic mediana de 14,0% ao ano, câmbio mediano de R$ 5,20 por dólar e IPCA mediano de 5,12% ao ano.

As projeções do mercado para o câmbio e a inflação reforçam o ambiente de cautela entre os investidores, que acompanham de perto tanto os desdobramentos da política monetária doméstica quanto os sinais vindos do Federal Reserve sobre o ritmo de aperto monetário nos Estados Unidos.

Atenção ao Federal Reserve e balanços

O mercado financeiro global mantém o foco na temporada de balanços corporativos do segundo trimestre e nas comunicações do Federal Reserve. As sinalizações do banco central americano sobre os juros influenciam diretamente o fluxo de capitais para economias emergentes como o Brasil e, por consequência, a cotação do dólar frente ao real.

A leve alta da moeda americana no pregão de hoje reflete esse cenário de expectativa, enquanto os investidores aguardam novos dados econômicos e decisões de política monetária que possam dar direção aos mercados nas próximas sessões.

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