O dólar à vista encerrou a quinta-feira (30/07/2026) cotado a R$ 5,061, com recuo de 0,93% (R$ 0,04), no menor nível em quase dois meses. O movimento foi impulsionado pelo índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos abaixo do esperado, que reforçou a percepção de que o Federal Reserve pode manter os juros estáveis. O Ibovespa acompanhou o alívio externo e fechou aos 177.158 pontos, alta de 1,88%.
PCE abaixo do esperado alivia pressão sobre o Fed
O núcleo do PCE, indicador de inflação preferido do Federal Reserve, avançou apenas 0,1% em junho, ante expectativa do mercado de 0,2%. O dado mais fraco que o projetado sinaliza que a pressão inflacionária nos Estados Unidos segue sob controle, reduzindo a necessidade de novos apertos monetários pelo Fed.
Com a leitura, o índice DXY, que mede a força do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,93%. O enfraquecimento global da moeda americana beneficiou divisas emergentes como o real brasileiro.
Bolsas de NY fecham em forte alta
O alívio com a inflação americana impulsionou os principais índices acionários de Wall Street. O agências internacionais subiu 1,19%, o S&P 500 avançou 1,67% e o Nasdaq registrou alta de 2,78%, refletindo o apetite por risco entre investidores institucionais.
Ibovespa recupera perdas e petróleo recua
O Ibovespa fechou em forte alta de 1,88%, aos 177.158 pontos, recuperando integralmente as perdas do pregão anterior. O movimento foi sustentado pelo fluxo estrangeiro diante do cenário externo mais favorável e pela expectativa de que a Selic, atualmente em 14,25% a.a., possa iniciar trajetória de queda com a inflação doméstica comportada — o IPCA acumulado em 12 meses está em 1,94%.
Entre as ações de maior peso, PETR4 fechou a R$ 42,84 (+2,00%) e PRIO3 encerrou a R$ 59,96 (+2,65%).
Já o petróleo Brent fechou a US$ 86,88 (-1,37%) e o WTI a US$ 83,59 (-1,03%), com redução do prêmio de risco geopolítico no Oriente Médio.
Cenário doméstico reforça apetite por risco
A combinação de inflação americana mais branda com juros reais elevados no Brasil (Selic de 14,25% a.a. e IPCA de 1,94% em 12 meses) torna o real e os ativos brasileiros mais atrativos para investidores estrangeiros. O mercado passa a precificar um Fed menos hawkish, o que abre espaço para fluxo de capital para emergentes e reforça a expectativa de cortes na Selic nas próximas reuniões do Copom.















