Os futuros das bolsas de Nova York operam em alta na manhã desta quarta-feira (29), impulsionados por três gatilhos de peso: a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), que pode sinalizar os rumos da liquidez global, e os balanços trimestrais de Meta (META) e Microsoft (MSFT), previstos para após o fechamento do mercado. No Brasil, a B3 ainda está com o pregão fechado — as ações à vista só começam a ser negociadas às 10h, sem qualquer negociação em pré-mercado.
O que move os mercados hoje
A agenda macroeconômica desta quarta-feira é dominada pela reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve. O mercado aguarda a decisão sobre a taxa de juros americana e, principalmente, os sinais sobre o ritmo de cortes ou manutenção da política monetária nos próximos meses. A expectativa é de que o comunicado traga indicações sobre inflação, emprego e a trajetória da liquidez global — fatores que impactam diretamente o fluxo de capital para mercados emergentes como o Brasil.
Paralelamente, os balanços do segundo trimestre de Meta e Microsoft serão divulgados após o fechamento de Wall Street. Ambas as big techs são termômetros do setor de tecnologia e inteligência artificial, e seus resultados podem influenciar o humor dos investidores na abertura do pregão de quinta-feira.
Cenário doméstico: Selic em 14,25% e Focus estável
No Brasil, a taxa Selic meta está em 14,25% ao ano, enquanto o IPCA acumulado em 12 meses registra 1,94%. O Boletim Focus mais recente projeta a Selic mediana em 14,0% ao ano para 2026 e o IPCA mediano em 5,12% ao ano. A estabilidade das expectativas para os juros básicos mantém a renda fixa atrativa para o investidor doméstico.
Para o câmbio, o Focus projeta a taxa de R$ 5,20 por dólar americano ao final de 2026. O patamar reflete o prêmio de risco doméstico em meio ao cenário de juros elevados e incertezas fiscais.
B3: sem pré-mercado, ações reagem só às 10h
É importante destacar que as ações listadas na B3 (tickers como PETR4, VALE3, ITUB4) não possuem negociação em pré-mercado. Qualquer movimento de compra ou venda com base nos eventos internacionais e nos balanços das big techs será refletido apenas a partir da abertura do pregão, às 10h (horário de Brasília).
Até lá, o investidor acompanha os futuros de Nova York como sinalizador de tendência. A alta dos índices futuros americanos sugere um início de sessão positivo, mas a volatilidade pode aumentar conforme a divulgação da decisão do Fed e dos balanços de Meta e Microsoft ao longo do dia.
Indicadores de olho
Além da decisão do Fed, o calendário macroeconômico da semana inclui dados de emprego e atividade nos Estados Unidos, que podem reforçar ou contrariar as expectativas de política monetária. No Brasil, a agenda doméstica é mais esvaziada, com o foco voltado para o comportamento do câmbio e da curva de juros futuros.
O Radar Finanças acompanha em tempo real os desdobramentos dos mercados e trará atualizações ao longo do dia.














