O pregão desta quarta-feira (16/09/2026) na B3 encerrou com desempenho divergente entre os principais papéis do mercado brasileiro. As gigantes de commodities Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) registraram perdas de 3,53% e 2,14%, respectivamente, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) destacou-se na ponta compradora com valorização de 3,04%. No exterior, os rendimentos das Treasuries norte-americanas sustentaram patamares elevados, adicionando cautela aos mercados emergentes.
Pressão vendedora em commodities: Petrobras e Vale fecham em baixa expressiva
O pregão foi marcado por forte pressão vendedora sobre os ativos de maior peso no mercado local ligados a commodities. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) registraram recuo de 3,53%, finalizando o dia negociadas a R$ 48,65. O movimento refletiu um ambiente de maior aversão a risco no cenário internacional.
No setor de mineração e siderurgia, a Vale (VALE3) acompanhou a trajetória descendente e fechou a R$ 73,00, anotando desvalorização de 2,14%. Ambas as companhias compõem a maior parcela de liquidez do mercado à vista brasileiro, influenciando diretamente a dinâmica global dos índices de ações.
- PETR4 encerrou cotada a R$ 48,65 (-3,53%).
- VALE3 fechou a R$ 73,00 (-2,14%).
Desempenho bancário: BBAS3 salta mais de 3% e bancos privados operam próximos da estabilidade
Em contrapartida ao recuo das empresas exportadoras de commodities, o setor bancário apresentou dinâmicas distintas no pregão desta quarta-feira. O Banco do Brasil (BBAS3) foi o destaque positivo entre as blue chips, avançando 3,04% e encerrando cotado a R$ 22,71, impulsionado por fluxos específicos no segmento financeiro estatal.
Já as instituições privadas apresentaram estabilidade operacional de preços. O Itaú Unibanco (ITUB4) registrou leve queda de 0,12%, fechando a R$ 42,62, enquanto o Bradesco (BBDC4) fechou praticamente estável, com ganho marginal de 0,05%, a R$ 18,21. A postura mais resiliente do setor financeiro atuou como contrapeso parcial às perdas dos papéis ligados a matérias-primas.
- BBAS3 avançou 3,04%, encerrando o pregão a R$ 22,71.
- ITUB4 recuou 0,12%, a R$ 42,62.
- BBDC4 fechou com leve alta de 0,05%, a R$ 18,21.
Cenário externo e curva de juros dos Estados Unidos mantêm pressão sobre emergentes
No panorama macroeconômico global, os rendimentos dos títulos soberanos dos Estados Unidos mantiveram trajetória de firmeza. A taxa da Treasury de 10 anos encerrou a sessão no patamar de 4,68%, sinalizando manutenção de custos de captação elevados na maior economia do mundo.
Na ponta mais curta da curva, a Treasury de 2 anos fechou a 4,22%. Níveis elevados de rentabilidade na renda fixa norte-americana tendem a restringir a atratividade de ativos de risco em praças emergentes, limitando o apetite por alocações de capital estrangeiro no mercado acionário brasileiro.
- Treasury de 10 anos fechou a 4,68%.
- Treasury de 2 anos encerrou cotada a 4,22%.
Vetores de liquidez e variáveis a acompanhar nos próximos pregões da B3
Os participantes do mercado financeiro voltam as atenções para os próximos desdobramentos da política monetária global e a divulgação de dados de atividade e inflação. A sustentação dos juros das Treasuries em patamares elevados permanece como a principal variável exógena a ser monitorada pelos gestores de fundos e investidores institucionais.
No âmbito doméstico, o fluxo de capital nos grandes bancos e a evolução dos contratos futuros de commodities seguirão determinando a volatilidade de ativos como VALE3 e PETR4 nos próximos pregões da B3.
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