A fintech britânica de pagamentos transfronteiriços Wise (NASDAQ: WSE) planeja reenviar seu pedido de carta bancária federal nos Estados Unidos, agora amparada pelo GENIUS Act — projeto de lei que estabelece um marco regulatório para stablecoins no país. A informação foi confirmada por fontes da companhia e distribuída ao mercado nesta semana.
O Fato Gerador
O GENIUS Act (Guiding and Establishing National Innovation for US Stablecoins) é uma legislação em tramitação no Congresso americano que busca criar regras claras para a emissão e operação de stablecoins atreladas ao dólar. A Wise, que já havia tentado obter uma licença bancária federal anteriormente, vê no novo arcabouço legal uma janela regulatória mais favorável para avançar com sua estratégia de expansão no mercado norte-americano.
Listada na NASDAQ, a Wise é uma das maiores plataformas de pagamento transfronteiriço do mundo, com presença em mais de 70 países e foco em transferências com câmbio real e taxas transparentes. A obtenção de uma carta bancária federal nos EUA permitiria à empresa oferecer serviços bancários tradicionais diretamente, sem depender de parceiros bancários intermediários.
Convergência entre fintechs e criptoativos
O movimento da Wise sinaliza a crescente convergência entre fintechs tradicionais e o ecossistema de ativos digitais. Ao se amparar no GENIUS Act, a companhia reconhece que as stablecoins — criptomoedas com lastro em moeda fiduciária, como o dólar — estão se tornando um componente central da infraestrutura de pagamentos moderna.
O ambiente regulatório americano para criptoativos tem ganhado maior clareza nos últimos meses, com iniciativas legislativas bipartidárias que buscam equilibrar inovação e proteção ao consumidor. O GENIUS Act, em particular, propõe regras de reserva, auditoria e transparência para emissores de stablecoins, o que reduz incertezas jurídicas para empresas como a Wise que desejam operar nesse segmento.
Aviso: O mercado de criptomoedas é altamente volátil e sujeito a riscos regulatórios. O Radar Finanças não faz recomendações diretas de compra ou venda.















