O ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, defendeu publicamente o uso de tarifa zero como instrumento de pressão geopolítica e uma postura maximalista no conflito com o Irã. A declaração, de alto teor estratégico, sinaliza uma abordagem de linha-dura que pode redefinir os termos da relação entre Washington e Teerã nos próximos meses.
Segundo o documento analisado, Pompeo defende que os Estados Unidos adotem uma política de “fazer o necessário” para vencer o confronto com o Irã, combinando sanções econômicas com a disposição de escalada militar. A tarifa zero, nesse contexto, é apresentada não como uma concessão comercial, mas como uma ferramenta tática dentro de um cálculo geopolítico mais amplo.
O cálculo geopolítico por trás da tarifa zero
A proposta de Pompeo inverte a lógica tradicional das sanções. Em vez de punir economicamente o Irã com tarifas elevadas, a tarifa zero seria utilizada como moeda de troca estratégica — um gesto de abertura condicionado a concessões políticas e militares por parte do regime iraniano. A abordagem reflete uma visão maximalista, na qual os EUA não abrem mão de sua capacidade de pressão em nenhuma frente.
Historicamente, períodos de tensão elevada entre EUA e Irã geram impactos diretos nos mercados globais de energia. O Oriente Médio responde por cerca de um terço da produção mundial de petróleo, e qualquer sinal de conflito militar na região tende a pressionar os preços da commodity para cima, afetando cadeias produtivas e custos de transporte em escala global.
Contexto do conflito
- Sanções econômicas: Os EUA mantêm um regime de sanções abrangentes contra o Irã desde 2018, quando Trump retirou o país do acordo nuclear (JCPOA).
- Escalada militar: A postura maximalista de Pompeo sugere disposição para ações militares diretas, caso as negociações não avancem.
- Impacto energético: O Irã possui as quartas maiores reservas de petróleo do mundo, e qualquer interrupção na oferta afeta os preços internacionais.
As declarações de Pompeo ocorrem em um momento de reconfiguração das alianças no Oriente Médio, com Israel e Arábia Saudita buscando normalização diplomática e o Irã avançando em seu programa nuclear. A abordagem maximalista pode tanto acelerar uma solução negociada quanto precipitar um confronto de consequências imprevisíveis para a economia global.















