O preço do petróleo registrou queda superior a 5% na sessão desta terça-feira (4), atingindo o menor patamar em quase um mês. O movimento foi desencadeado por declarações do governo dos Estados Unidos sinalizando a possibilidade de um acordo com o Irã, o que abriu a perspectiva de aumento da oferta global da commodity. O tombo da cotação pressionou as ações do setor de óleo e gás na B3, com PETR4 e PRIO3 fechando o pregão no vermelho.
Queda expressiva da commodity
O barril de petróleo desabou mais de 5% nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, alcançando o menor valor registrado em praticamente um mês. O movimento brusco de baixa foi atribuído por agentes de mercado às declarações de autoridades dos Estados Unidos indicando avanços nas negociações para um acordo com o Irã.
A perspectiva de que o Irã — um dos maiores produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) — possa retornar ao mercado internacional de forma mais ampla elevou as expectativas quanto à oferta global da commodity. Em um cenário de demanda ainda incerta, o sinal de aumento da produção exerceu forte pressão baixista sobre as cotações.
PETR4 e PRIO3 fecham no vermelho
Na B3, o reflexo da desvalorização do petróleo foi sentido nas principais ações do setor de óleo e gás. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) encerraram o pregão cotadas a R$ 42,62, uma queda de 1,0% em relação ao fechamento anterior de R$ 43,05.
Já os papéis da PetroRio (PRIO3) fecharam a R$ 57,91, com variação negativa de 1,01% ante os R$ 58,50 do pregão anterior. O movimento de baixa acompanhou o tombo da commodity, refletindo a correlação direta entre o preço do petróleo no mercado internacional e a percepção de receita e margem das empresas do setor.
Perspectivas para o mercado de petróleo
A sinalização de um acordo entre EUA e Irã representa um dos eventos geopolíticos de maior potencial de impacto sobre o mercado de petróleo no curto prazo. O Irã possui uma das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo e, caso as sanções sejam aliviadas, pode aumentar significativamente sua produção e exportação da commodity.
Analistas acompanham de perto os desdobramentos das negociações. Qualquer confirmação de avanço concreto pode manter a pressão baixista sobre as cotações, enquanto um recuo nas tratativas tende a provocar recuperação dos preços. O mercado segue atento aos próximos comunicados oficiais das autoridades envolvidas.














