Ajuda internacional sofre corte recorde de 23,1% em 2025, o maior da história

Ajuda internacional sofre corte recorde de 23,1% em 2025, o maior da história

Atualização — 04/08/2026 às 20:26 BRT

Novos dados do estudo da PUC-Rio (de Isabel Rocha de Siqueira, Enzo Cosenza e Luis Ehl) detalham a “retração seletiva” da ajuda internacional. Os cinco maiores doadores — França, Alemanha, Japão, Reino Unido e EUA — concentram 95,7% da redução registrada entre 2024 e 2025. Nos cortes individuais, a Alemanha liderou com -17,4%, seguida por França (-10,9%), Reino Unido (-10,8%) e Japão (-5,6%).

O movimento contrasta com o avanço dos gastos militares: os EUA elevaram a defesa de US$ 822,8 bilhões (2024) para US$ 845,3 bilhões, enquanto a União Europeia saltou 11%, chegando a 381 bilhões de euros. No mesmo período, o investimento total em energia na UE mais que dobrou, de US$ 215 bilhões (2015) para cerca de US$ 420 bilhões (2025).

Apesar da queda de 27% no financiamento ao sistema ONU, o apoio ao Banco Mundial cresceu 6,4% e aos bancos regionais de desenvolvimento, 11,9% — sinal de que os doadores estão redefinindo quais engajamentos multilaterais preservar por motivos estratégicos. A ajuda dos EUA à Ucrânia caiu 91%, mas foi compensada por 23 países que ampliaram a assistência; só as instituições da UE subiram os envios em 65,2%.

O estudo também aponta que 32 dos 49 países da África Subsaariana pertencem ao grupo dos Países Menos Desenvolvidos, e projeta nova redução de 11,6% para a região em 2026, com US$ 11,8 bilhões a menos. O Brasil, que não integra o CAD/OCDE, acompanha o cenário de perto. Como caminhos, os pesquisadores sugerem direcionar recursos aos países mais pobres, planejar saídas de financiamento “responsáveis e coordenadas” e tornar a ajuda mais eficaz.

🔄 Atualização • 04/08/2026 às 18:37 BRT

O corte recorde de 23,1% na ajuda internacional em 2025 reduziu o total para US$ 174,3 bilhões (quase R$ 900 bilhões), uma diminuição real de US$ 52,4 bilhões em um ano — o segundo ano consecutivo de queda. O levantamento é do Brics Policy Center (PUC-Rio), que projeta nova redução de 6,9% em 2026, terceiro ano seguido de recuo, levando o patamar ao mesmo nível de 2014. Os EUA, sob novo mandato de Donald Trump, cortaram 56,9% e respondem por 75,1% da diminuição total. Pela primeira vez, todos os cinco grandes doadores (França, Alemanha, Japão, Reino Unido e EUA) encolheram as doações por dois anos seguidos. A Ucrânia segue como maior recebedor individual da história da AOD (US$ 44,9 bilhões), superando os US$ 28,1 bilhões destinados aos 44 Países Menos Desenvolvidos. A África Subsaariana perdeu 23% dos recursos (US$ 29,2 bilhões) e deve sofrer nova redução de 11,6% em 2026. O financiamento ao sistema ONU caiu 27% — o maior tombo já registrado. A Oxfam estima que os cortes de 2025 causarão 695.238 mortes em excesso, podendo chegar a 9,4 milhões até 2030. A meta de US$ 1,3 trilhão para financiamento climático da COP30 (Belém) é considerada praticamente inalcançável.

📊 Fonte: Estudo “Financiamento para o Desenvolvimento” — Brics Policy Center / PUC-Rio, com dados do CAD/OCDE.

A ajuda internacional registrou uma redução de 23,1% em 2025, o maior corte da história, conforme comunicado oficial divulgado pela Agência Brasil (EBC). O dado representa um marco negativo para o financiamento de projetos humanitários e de desenvolvimento global.

O que diz o comunicado oficial

A Agência Brasil (EBC) emitiu comunicado oficial confirmando que a ajuda internacional sofreu uma contração de 23,1% ao longo de 2025. O percentual representa o maior declínio anual já registrado na série histórica do indicador.

O documento, registrado em data recente, não detalha os fatores específicos que levaram ao corte, mas o impacto é considerado significativo para o fluxo de recursos destinados a programas de cooperação internacional.

Impacto no mercado e nos investimentos

A redução de 23,1% na ajuda internacional pode afetar setores expostos a financiamentos externos e projetos de infraestrutura em mercados emergentes. Empresas listadas na B3 com atuação em países que dependem de ajuda humanitária ou de desenvolvimento podem sentir os efeitos indiretos da contração.

Investidores devem monitorar os desdobramentos do corte, especialmente em companhias com receitas atreladas a contratos internacionais ou a programas de cooperação multilateral. O dado reforça a necessidade de cautela na alocação em ativos sensíveis ao fluxo de capital externo.

Contexto histórico do indicador

O corte de 23,1% supera todos os recordes anteriores de redução anual na ajuda internacional. A série histórica não registrava um declínio dessa magnitude, o que coloca 2025 como um ano atípico para o financiamento global.

Dados adicionais sobre a composição do corte por país doador ou região beneficiada não foram divulgados no comunicado oficial.

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